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Ser um fatecano…vale a pena???

Encontrei um post da FATEC em que um aluno perguntava se ser um fatecano ajudaria ele profissionalmente.

 Eu sou da FATEC SP – Tiradentes , época em que algumas salas de aula eram de madeira.

A minha turma  de 1983  (século passado, quase outra vida…) era formada por 40 alunos com 6 mulheres.

Terminei a Fatec em dezembro de 1986 e no mês seguinte em um anúncio em que o requisito era ser formada pela FATEC,  fui contratada para trabalhar em uma empresa na área de transportes metroviários e ferroviários  como Tecnóloga mecânica, registro profissional raríssimo, porque a maioria eram registrados como Projetistas mecânicos ou até como desenhista projetista.

Fui enviada para trabalhar no CPQD (Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações) em Campinas, na época já estavam desenvolvendo estudos e projetos com fibra óptica.

Trabalhei também na área de caldeiraria – vasos de pressão e um dos motivos da minha contratação foi ser da FATEC, nessa empresa tive acesso ao programa Mechanical Desktop da Autodesk, um programa de modelagem paramétrica para a área de mecânica… desenho paramétrico era um termo quase desconhecido para a época em que a maioria trabalhavam em AutoCAD 2D.

Pela falta de instrutores do Mechanical, me tornei instrutora e fui a única mulher a ministrar o curso no Brasil e era perceptível o “humm… ela é da área” ao informar que eu era uma “fatecana” quando os alunos perguntavam qual era a  minha formação.

Para o aluno que pergunta se vale a pena ser formado pela FATEC, eu responderia que sim, portas se abriram por ser uma ex fatecana.

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Inicio…

Iniciei-me no mundo do CAD de modo inverso que a maioria dos usuários, pelos modelos tridimensionais paramétricos.

Com um treinamento in place, fornecido pela empresa, fui apresentada ao Mechanical Desktop 1.2, em que os comandos mais utilizados eram polylines, círculos, trim e extend ,

O treinamento apresentado pelo fornecedor do software,  iniciou em uma segunda feira e terminou  na sexta feira .

Com os  conceitos das restrições , criei muitas e muitas peças ou Parts, quando chegamos no dia para aprender a montagem ou Assembly, recebi o manual que naqueles tempos eram impressos e um “quando precisar de algo me liga!”, me restando apenas levar o manual e o hard lock do programa para estudar e treinar no final de semana que viraram vários finais de semanas.

Aprendi e consegui criar Parts (peças) , montar o Assembly (conjunto montado)  e preparar os Drawings (desenhos bidimensionais).

Após um tempo , aquele fornecedor” me  convidou a ministrar um curso sobre MDT .

– Rosa, você não quer aplicar um curso de MDT? Não tem pessoas para este curso.

– Nunca dei aula do programa, nem sei o que falar.

– Você simplesmente ensina como se trabalha com o programa.

E aí começa a minha trajetória como instrutora…

Por ser um programa novo, não existiam  publicações no Brasil e  como o curso precisava de uma apostila, me disponibilizei a preparar o material.

Um dia o professor de Autocad 3D faltou e lá fui eu entrar em sala de aula e como o curso não tinha apostila, fui indicada para preparar o material 3D e também do 2D.

Com isso fui conhecendo o Autocad , descobrindo como criar layers , que é possível criar um retângulo com cantos arredondados com o  comando Rectangle, etc.

E a partir daí começou a minha trajetória no mundo do Autocad.

Mas como o mundo não gira apenas com o comando Rotate,  fui buscando outros programas , tais como Rhinoceros, Inventor, Pro Engineer, Solidworks, etc, etc, etc.